segunda-feira, 9 de maio de 2011

A vida do cristão consiste em começar sempre

  Quase todos os dias somos assaltados por pensamentos ou circunstâncias que nos “tiram o sono”, que nos desestabilizam ou, pelo menos, que mexem conosco de tal forma, que somos empurrados para algum lado da vida; há coisas que se mostram logo boas e as aceitamos, há outras que não estão bem definidas e então refletimos sobre elas, há outras, porém, que se mostram como duras realidades a serem interpretadas por nossa limitada inteligência... Para estas circunstâncias, o olhar de fé do cristão deve iluminar tudo: olhar de esperança! Começar sempre é a resposta para tudo!

sábado, 7 de maio de 2011

Homilia do Terceiro Domingo da Páscoa


   Hoje os discípulos de Emaús tiveram um encontro especial. Todo Domingo também temos um encontro especial com Cristo; às vezes chegamos como que cegos, imersos em tantas preocupações e desilusões que nem percebemos Jesus em nossa frente, ao nosso lado; ainda assim, Ele está no meio de nós!
  A primeira cena do Evangelho de Lucas nos apresenta dois discípulos do Senhor que caminham rumo a Emaús. Eles estão tristes, desorientados. O desânimo e a falta de esperança tomaram conta de seus corações. Vão pelo caminho conversando sobre tudo o que aconteceu a Jesus: sua entrega, sua crucificação, sua morte e até mesmo o sumiço de seu corpo; talvez um consolasse o outro, talvez os dois chorassem, talvez ambos estivessem revoltados com a situação...
  É neste momento de muitas perguntas e poucas respostas, de muitas inquietações e poucas certezas, de muita desolação e nenhuma esperança, que lhes aparece um desconhecido peregrino. Este se põe no caminho dos caminhantes e no mesmo ritmo de seus passos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

"De Maria nunquam satis" (Sobre Maria jamais se dirá o bastante)



  Neste mês de Maio e, aproximando-se o “dia das mães”, nos voltamos de maneira particular para a figura de Maria, Mãe de Deus. Por que o mês de Maio é o mês de Maria? Este mês foi escolhido primeiramente por uma igreja italiana, chamada Santa Maria della Visitazione di Ferrara, devido à abundância de flores na região (Primavera na Europa) e a partir do século XIII, espalhou-se o costume pio para toda a Igreja Católica. Apesar da acusação protestante de que os católicos “adoram” a Maria e que retiram do Filho a glória que é dada à Mãe, nós dizemos mais uma vez porque veneramos a Mãe de Deus e porque somos devotos de Nossa Senhora.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Canonicidade do Sacramento da Penitência

  1. Definição do Sacramento da Penitência segundo o Código e seu comentário.

“No sacramento da penitência, os fiéis que confessam seus pecados ao ministro legítimo, arrependidos e com propósito de se emendarem, alcançam de Deus, mediante a absolvição dada pelo ministro, o perdão dos pecados cometidos após o batismo, e ao mesmo tempo se reconciliam com a Igreja, à qual feriram pelo pecado.”
          O sacramento, em seu sentido teológico, mostra-nos o grande fruto de sua execução: o perdão dos pecados; quanto à sua forma, mostra-nos em sentido claramente judicial, canônico. Quanto ao primeiro sentido, baseia-se diretamente nas palavras e no mandato de Jesus: “Recebam o Espírito Santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados” (Jo 20, 22-23). Quanto ao segundo sentido, baseia-se na experiência da Igreja e na sua formalização textual.

Fundação da Igreja

1 – Jesus: origem, fundador e fundamento da Igreja

  Provém da mente e do coração de Cristo o desejo de formar junto de si, um grupo coeso que, seguindo certos costumes judaicos, também deles se afastasse. Não há um momento preciso da fundação da Igreja, mas comumente chamadas certos atos fundantes de Cristo, de “momentos fundacionais”. Alguns deles:

    • Nascimento de Jesus (Igreja humana/divina);
    • Jesus junto aos doutores da lei (tomada de posse da lei do Antigo Testamento);
    • Milagre em Caná (nova vivência epocal da graça/kairologia);
    • Vocação dos apóstolos (configuração hierárquica da Igreja);
    • Morte na Cruz (sacramentos)
    • Ressurreição (vida nova – Assembléia dos ressuscitados);
    • Pentecostes (Igreja na potência do Espírito).

terça-feira, 3 de maio de 2011

A Igreja, vivificada pelo Espírito, é o Corpo de Cristo

  Um dia um homem de bom coração, mas que não tinha fé, mostrou ao seu amigo cristão um mapa do mundo e disse: “Olhe, de norte a sul, de leste a oeste”. O amigo perguntou: “Que é?” Sua resposta foi direta e seca: “O fracasso de Cristo! Tantos séculos procurando pôr sua doutrina no meio dos homens e veja o resultado!”

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Homilia do Domingo da Divina Misericórdia

 
 
“Estando fechadas as portas...”

  O primeiro encontro com o Senhor ressuscitado se faz em meio a uma atmosfera de medo, tristeza e desilusão. Não somente as portas do lugar onde os Apóstolos se encontravam estavam fechadas, mas sobretudo seus corações e suas mentes não se tinham abertos para a esperança. Sabendo desta necessidade dos Discípulos e da amargura de suas almas, o Ressuscitado lhes dá aquilo que mais precisavam: o dom da paz! O Senhor sonda o coração do homem e só Ele pode reconhecer as reais necessidades do ser humano.

Novas fronteiras para a Filosofia do Direito, aplicadas ao Direito Canônico

Livro de pesquisa: “A filosofia contemporânea do direito, temas e desafios”- Carla Faralli
  1. Ambientação
   Segundo a autora, Carla Faralli, toda a sociedade passou nos últimos quarenta anos por profundas e rápidas mudanças. Sobretudo três realidades transformaram “em cheio” o mundo em que vivemos: A informática, a pesquisa médica, sobretudo no campo da bioética e os grandes fluxos migratórios, chamada no texto de “multiculturalismo”. Para a autora, esses fenômenos teceram “novas fronteiras “para os estudiosos e, em particular, para a apreciação dos filósofos do direito. A partir daqui começa a comentar cada fronteira.

Mons. Nicola Bux responde às perguntas mais frequentes sobre as ações de Bento XVI em campo litúrgico

Em julho de 2007, com o motu proprio Summorum Pontificum, Bento XVI ampliou a possibilidade de celebração da Santa Missa segundo o rito dâmaso-gregoriano, conhecido como tridentino.

  Para explicar o sentido e a prática da reforma litúrgica de Bento XVI, Mons. Nicola Bux, sacerdote e especialista em liturgia oriental, além de consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos e do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, publicou o livro La riforma di Benedetto XVI. La liturgia tra innovazione e tradizione (Piemme, Casale Monferrato 2008), com prólogo de Vittorio Messori.